Psicologia e Relações Humanas

Blog destinado a divulgação de novos horizontes de conhecimentos e oportunidades diante das inquietudes humanas, suas emoçoes, sensações, pensamentos e comportamentos, um horizonte de escolhas para a vida. Consultório de Psicologia: (11) 3441-1464

7.11.07

Assédio moral

O lado sombrio do trabalho

Confira os itens do quadro abaixo. Se na empresa onde você trabalha seu chefe age continuadamente de acordo com um ou mais dos comportamentos listados, é provável que você integre um enorme grupo de empregados vitimados por um dos piores males das relações de trabalho, o assédio moral. Essa lista foi preparada com base em consultas a 42.000 trabalhadores na primeira grande pesquisa nacional sobre o tema. O estudo – coordenado pela médica do trabalho Margarida Barreto, a maior especialista brasileira nessa matéria – foi realizado nos últimos cinco anos, envolvendo funcionários de empresas públicas e privadas, organizações não-governamentais, sindicatos e entidades filantrópicas. Do total de entrevistados, mais de 10.000 afirmaram ter sido vítimas de humilhação ou constrangimento, repetidamente, no ambiente de trabalho, na maior parte dos casos por ação dos chefes.

Uma das conclusões dessa pesquisa é que o assédio moral – muitas vezes chamado de tortura psicológica – se transformou em um problema de saúde pública. "A violência moral nas empresas tem contornos sutis", diz a pesquisadora. "Coação, humilhação e constrangimento são situações comuns que muitas vezes nem são percebidas pelas vítimas como um ato de violência." No ritmo de alta competição cada vez mais estimulado em escritórios e fábricas, a pressão exercida pela chefia para cobrar resultados acaba freqüentemente excedendo os limites do razoável. Envolvido nessa rotina de aumento de produtividade, o trabalhador nem sempre percebe o problema – ou, para piorar, passa a ser cúmplice do próprio martírio, aumentando sua jornada, tornando-se um adversário dos colegas para demonstrar suas capacidades e reduzindo prazos e equipes, para não ser apontado como peça discordante do sistema. Na conta final, tem-se, de um lado, gente frustrada por não alcançar as metas cada vez mais ambiciosas. E, de outro, funcionários que transformam o trabalho em razão única de sua existência – até o dia em que não mais darão conta do recado e serão substituídos, descobrindo que investiram tudo num falso projeto de vida.

Os relatos destacados nesta reportagem apresentam alguns casos extremos, que chegaram à Justiça e servem de exemplo dos limites que esse tipo de abuso pode ultrapassar. Nesses casos, e em milhões de outros que trabalhadores de todos os níveis enfrentam e diante dos quais silenciam, dia após dia, o que se vê é o potencial destrutivo dessa prática. Margarida Barreto, que produziu uma tese de doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com as informações que coletou, conclui que o assédio moral provoca danos à identidade e à dignidade do trabalhador e, por conseqüência, aumenta a ocorrência de distúrbios mentais e psíquicos. Num detalhamento do estudo, vítimas de assédio moral no trabalho relataram efeitos físicos e psicológicos dessas situações: stress, hipertensão arterial, perda de memória e ganho de peso, entre outros problemas. Pelo menos 60% das vítimas de casos mais graves dizem ter entrado em depressão em decorrência do assédio moral (veja quadro).

Em 12% dos casos, o assédio moral tem início com abordagens de caráter sexual. As mulheres são mais assediadas do que os homens e há diferenças na forma de reação. Por questões culturais, elas desabafam mais facilmente com amigos ou colegas, enquanto os homens, constrangidos, guardam consigo a agressão sofrida. Eles geralmente mantêm silêncio, envergonham-se e sentem-se fracassados. Não poucas vezes, usam o álcool ou outras drogas como válvula de escape. Uma análise realizada há cinco anos pelo Fundo Europeu para Melhoria das Condições de Trabalho e de Vida revelou que 8% dos trabalhadores da União Européia – 12 milhões de pessoas – já tinham passado por humilhações e constrangimentos no ambiente profissional. Esse mesmo estudo revelou que, na Suécia, 15% dos casos de suicídio são causados por fatores ligados ao mundo do trabalho.

No Brasil, apenas nos últimos cinco anos o debate em torno de assédio moral ganhou fôlego e apareceu nos tribunais, gerando jurisprudência a respeito. Foram criadas diversas leis municipais e estaduais tratando do tema. Há também um projeto de lei em discussão no Congresso Nacional propondo a inclusão do assédio moral no Código Penal, com penas de três meses a um ano de cadeia, além de multa, para os chefes que vierem a praticá-lo. Autora de dois livros sobre o assunto, a psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen defende a tese de que a punição dos chefes pode ser eficaz no combate ao problema. Ela afirma que, na grande maioria dos casos, a violência contra os subordinados é consciente e estratégica – com o objetivo de criar as condições para que um superior hierárquico se livre de funcionários que se tornam indesejáveis para a empresa mas estão protegidos por algum tipo de estabilidade no emprego. "Como não pode simplesmente despedir o cidadão, o chefe começa a fustigá-lo para forçar que ele próprio tome a iniciativa de pedir demissão", diz Marie-France.

Existem, evidentemente, também motivações inconscientes num chefe assediador, como a insegurança, complexos de vários matizes e intolerância a comportamentos diversos dos padrões mais comuns. Um caso clássico, descrito pela especialista francesa, é o do sujeito que avançou na carreira bajulando outros superiores até anular a própria personalidade e tornar-se um ampliador dos castigos e humilhações que ele mesmo enfrentou. Muitas vezes, essas são pessoas cordatas e sensíveis na vida doméstica, mas que viram carrascos dentro do escritório. Empresas bem organizadas, quando notam um chefe com essas características, podem ajudá-lo recomendando psicoterapia, entre outros tratamentos. Com a franca tendência observada na Justiça trabalhista de condenar companhias nas quais ocorrem casos de assédio, essa é uma questão de economia de custos e pode evitar danos à imagem de marcas construídas ao longo de décadas. Informações importantes sobre as razões de um superior que humilha seus comandados podem ser descobertas com base no perfil das vítimas. Conforme a pesquisa da professora Margarida Barreto, alguns dos alvos preferenciais da violência moral nas empresas nacionais estão entre pessoas que:

• têm problemas de saúde;

• estão no final do prazo de estabilidade posterior a acidente de trabalho ou retornam de licença-maternidade;

• ultrapassaram a idade de 35 anos;

• questionam as políticas de gestão;

• são solidárias com colegas também assediados.

O consultor Antônio Roberto Soares, que dá palestras em empresas sobre aspectos comportamentais, observa que há uma oposição entre a atitude de muitos chefes e as técnicas de liderança mais aceitas nas empresas modernas. "Um gerente não é mais valorizado apenas por sua competência específica, mas também por sua capacidade de relacionamento e de motivar seus liderados", afirma Soares. Essa distância entre as práticas desejadas e a situação efetiva no mundo das corporações não é um paradoxo único. Ela pode ser observada, também, no fato de que a tecnologia não reduziu a jornada de trabalho, como se imaginava no passado.

Fonte: http://veja.abril.com.br/130705/p_104.html

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5.11.07

Ansiedade e depressão podem ser simultâneas

São imagens que se contrapõem: pelo senso comum, depressão é associada a apatia e tristeza, enquanto ansiedade lembra agitação e nervosismo. Quando o assunto é saúde mental, porém, essa distinção é mais difícil. Depressão e ansiedade são doenças que, paradoxalmente, podem ocorrer simultaneamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os chamados transtornos de ansiedade antecedem ou sucedem a depressão ou até coexistem com ela em 70% dos casos, afirma o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Mas freqüentemente os sintomas da ansiedade passam despercebidos." O diagnóstico incorreto compromete todo o tratamento. "Trata-se a depressão e agrava-se a ansiedade ou vice-versa", diz o psiquiatra.

"De uma forma geral, o ansioso teme o futuro, e o deprimido sofre pelo passado", explica Nardi. Quando as duas doenças coexistem, esses sintomas se misturam. "É aquele deprimido inquieto, agitado, que pode ter crises repentinas de mal-estar", diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade (Amban), do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (SP).

A ansiedade é normal e saudável, pois funciona como estímulo e faz parte do mecanismo de defesa do organismo, auxiliando a pessoa a reagir diante de uma ameaça. O distúrbio psiquiátrico ocorre quando essa sensação passa a ser exagerada e incontrolável. Em muitos casos, quem sofre de algum transtorno de ansiedade é "assombrado" por uma apreensão constante, acompanhada por sintomas físicos como taquicardia, náuseas e tremores.

Os distúrbios de ansiedade podem se manifestar de diferentes maneiras, explica o psiquiatra Marco Marcolin, também do IPq. A mais comum são as fobias, como a claustrofobia (associada a lugares fechados e/ou pequenos), a fobia social (que pode se manifestar por meio de timidez excessiva) ou medos mais "específicos", como o de animais.

Outro distúrbio de ansiedade, na síndrome do pânico, a apreensão aparece repentinamente, associada a pensamentos que paralisam a pessoa. "É como se o paciente entrasse em choque", diz Marcolin. Já na ansiedade generalizada, a sensação de apreensão é constante. No TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), a pessoa desenvolve comportamentos repetitivos, como lavar as mãos várias vezes por dia. Há ainda o estresse pós-traumático, caracterizado por lembranças recorrentes de acidentes ou outros traumas.

De acordo com Bernik, isso acontece porque elas procuram médicos não especializados, que, despreparados para identificar a ansiedade, tentam encontrar um problema físico para justificar os sintomas do paciente. Além de sofrer desnecessariamente, essas pessoas enfrentam o risco de desenvolver depressão. "Tratar os transtornos de ansiedade é uma forma de prevenir a depressão", diz ele.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3333.shtml

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31.10.07

Treinador para a vida: life coach e metas

Você já pensou em ter um treinador para a sua vida? Em meio à correria moderna, há quem esteja recorrendo ao chamado life coach, ou seja, um tipo de personal trainer, mas da vida. Especialmente em momentos de transição, ou confusão, esse profissional ajuda o cliente a avaliar os próprios valores, crenças e desejos. A partir daí, são elaboradas metas e os passos necessários para alcançá-las. De forma mais mística, há também os que buscam os serviços de astrólogos ou tarólogos, que lhes dão um aconselhamento contínuo, guiando-os para a busca de seus desejos. A tendência é nova no Brasil, mas é crescente a procura por este tipo de profissional.

No caso do life coach, acontecem sessões de uma hora semanal. O "treinador" conversa com o cliente, propõe exercícios, faz perguntas e estipula tarefas para o próximo encontro. "O coach apóia a pessoa para que alcance suas metas, desenvolvendo suas competências emocionais", explica a life coach carioca Jael Coaracy, autora do livro Vai Dar Certo (Editora Bestseller). "Ajudamos o cliente a administrar as próprias emoções e a questionar como pode melhorar o comportamento para atingir o que quer, acessando seus próprios recursos."

"Buscamos eleger os valores, necessidades e preferências psicológicas. Fechamos um diagnóstico e, a partir das preferências e necessidades, colocamos o que as pessoas estão querendo, sonhando e não realizando." "O papel do coach é servir como uma referência externa, porque não faz parte da dinâmica emocional do cliente, tem isenção. Ele mostra o que pode trazer sentido e significado para a pessoa, sem fazer julgamentos.

Fonte: http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup64692,0.htm

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Otimismo não ajuda a vencer o câncer, diz pesquisa

Um estudo feito por cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, aponta que o fato de pessoas com câncer estarem otimistas ou pessimistas em relação à cura não influencia diretamente nas chances de sobrevivência à doença.

O estudo, publicado na revista científica "Cancer", analisou 1.093 pacientes com tumores na cabeça e no pescoço, que responderam a um questionário sobre seus sentimentos em relação à doença.

Ao fim da experiência, 646 pessoas haviam morrido, dentre eles tanto pacientes que disseram ter um olhar otimista sobre a doença quanto os que disseram ser pessimistas sobre suas chances.

"A esperança de que podemos usar nosso estado emocional para lutar contra o câncer parece estar equivocada", disse James Coyne, que liderou a pesquisa.

Otimismo

Os especialistas, no entanto, ponderaram que ter um olhar otimista sobre a doença e "um espírito de luta" pode ajudar os pacientes a lidarem melhor com os tratamentos do câncer e a retomarem "uma vida normal".

"Se os pacientes querem fazer psicoterapia com objetivo de encarar com mais naturalidade o fato de que têm a doença devem aproveitar a oportunidade. Mas não acredito que devem procurar ajuda psicológica apenas com a expectativa de que, com isso, poderão prolongar seu tempo de vida", acrescentou Coyne.

Para Jane Maher, do grupo Macmillan, que apóia pacientes com câncer na Grã-Bretanha, apesar de o estudo ter mostrado que não há ligação direta entre o estado emocional e sobrevivência à doença, os sentimentos podem influenciar a longo prazo.

"Cada vez mais pessoas estão sobrevivendo ao câncer e esta sobrevivência pode ser influenciada pelas emoções. Por exemplo, depressão e ansiedade podem prejudicar as pessoas a retomarem uma vida normal".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u338842.shtml

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30.10.07

Duplo sentido

A cumplicidade entre gêmeos é um privilégio, mas pode distanciá-los do convívio social; cabe a pais e educadores incentivar o desenvolvimento autônomo, sem prejudicar a intensa ligação afetiva dessas crianças

O nascimento de gêmeos sempre provoca alguma inquietação nos pais e nos parentes mais próximos. As dúvidas geralmente dizem respeito a situações corriqueiras, como por exemplo, a ordem de amamentar os bebês, a conveniência de vesti-los ou não com as mesmas roupas, a forma de lidar com as diferenças e as semelhanças. O chamado “efeito dupla” sempre interessou psicólogos, que reconhecem no vínculo de irmãos nascidos da mesma gestação uma relação diferente da existente entre não-gêmeos. O tipo de identificação que existe entre dois indivíduos que compartilharam simultaneamente o mesmo útero vai além das questões biológicas. O convívio no ventre materno pode ter importantes implicações nessa fase, anterior ao nascimento.

Embora se dediquem também ao estudo de casos de trigêmeos, de quadrigêmeos ou de quíntuplos, os especialistas mostram maior interesse pelas duplas, cujo vínculo afetivo, segundo eles, seria mais intenso. Um dos aspectos analisados nessas pesquisas é a afinidade e a sincronicidade dessas relações. A psicóloga Piera Brustia, professora da Universidade de Turim, alerta para o fato de que a cumplicidade estabelecida entre os gêmeos pode tornar o relacionamento entre eles tão exclusivo a ponto de distanciá-los de outras crianças. Nesses casos, o acompanhamento psicológico é fundamental para prevenir o isolamento, segundo a psicóloga.

As adolescentes italianas Ângela e Marina são idênticas e participam de uma associação coordenada por Brustia que promove encontros entre famílias com filhos gêmeos. “Nossa relação é intensa e única; difícil de ser comparada a qualquer outra em minha vida”, diz Ângela. Ela e a irmã compartilham atividades e preferências: estudam e trabalham juntas, gostam das mesmas roupas e têm os mesmos hábitos alimentares. “O risco de isolamento é real; essa convivência intensa pode, muitas vezes, eliminar o interesse em relações com outras pessoas”, explica. Os eventos promovidos pela associação são oportunidades para troca de informações com pessoas em condições semelhantes. Ambientes herméticos, muitas vezes estimulados pela família, trazem dificuldades mais tarde. “Pode acontecer de os pais reforçarem o isolamento, seja por acreditar que gêmeos não devem ser separados, seja pela comodidade de ter as crianças brincando juntas”, diz Brustia.

SIMBIOSE AMEAÇADA
Dinâmicas familiares corriqueiras podem se tornar complexas. Um exemplo é a ligação simbiótica necessária entre mãe e filho, fundamental para a constituição do self, comprometida pela presença do outro bebê, constantemente também à espera de atenção. “Para a mãe é difícil agradar apenas a uma das crianças; enquanto frusta a outra, deixando-a esperar por seus cuidados, até o contato visual é menos freqüente e mais fragmentado, o que leva muitas mulheres a se sentir em falta com seus bebês”, explica Brustia. Ao mesmo tempo, a presença de gêmeos quase sempre leva a um maior envolvimento do pai, muitas vezes fascinado pela fantasia da superpotência na concepção de duas crianças. Além disso, ao envolver-se nos cuidados, o homem se sente menos excluído da relação dual entre mãe e filho. “Em geral, apesar do atordoamento inicial, o nascimento de gêmeos é recebido como um privilégio.”

A psicóloga enfatiza, contudo, a necessidade de procedimentos que estimulem o desenvolvimento autônomo das crianças. “A distinção precisa começar durante a gravidez: a futura mãe deve evitar pensar em seus filhos como ‘os gêmeos’, e considerar cada um separadamente.” Segundo ela, a diferenciação tem de ser mantida durante todo o processo de desenvolvimento das crianças. “A família não deve ceder ao desejo de formar uma ‘duplinha idêntica’, com roupas iguais e o mesmo corte de cabelo, por exemplo.” A escolha de brinquedos e, mais tarde, de escolas, também deve levar em conta os interesses de cada criança, nem sempre coincidentes. É importante criar oportunidades para que os irmãos se envolvam, cada um por si, em atividades diversas.

Nos casos em que as crianças são tratadas quase como clones, a separação tem de ser feita com cautela, para não interferir no desejo dos irmãos de brincar ou estudar juntos. Segundo a psicóloga, as duplas costumam responder bem à separação; mesmo assim, as escolas devem incentivar esse processo de forma gradativa, inserindo cada irmão em novos grupos. Nesse relacionamento, é comum que a curiosidade dos colegas torne os gêmeos mais requisitados. “É quando podem brincar com a turma, trocando de identidade sem ser notados.”

CÓDIGO SECRETO
Muitas crianças gêmeas adotam a criptofasia, isto é, criam códigos de comunicação exclusivos. Essa linguagem é expressa por meio de gestos, sussurros, silêncios, palavras inventadas, expressões comuns que assumem sentidos diversos. Muitas vezes essa cumplicidade se estende à fase adulta. Estudos mostram que a maioria dos gêmeos cria uma forma secreta de conversação em algum momento da vida. “Alguns pais e professores se incomodam com a situação, sentindo-se mais distanciados da dupla” afirma Brustia. Segundo ela, tais códigos ricos em expressões aparentemente desconexas mas cheios de significados ocultos surgem em crianças com idades entre 2 e 4 anos. Trata-se de uma forma de comunicação espontânea, que valoriza a simbiose gemelar, mas pode comprometer compreensões lingüísticas e sociais. Embora revele cumplicidade, a criptofasia pode restringir outros contatos. Para não comprometer o desenvolvimento lingüístico, os pais têm de estimular a comunicação individual.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/duplo_sentido.html

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29.10.07

A difícil convivência com os doentes de Alzheimer

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 25 milhões de pessoas sofrem do mal de Alzheimer. Essa é a primeira causa de demência nos países desenvolvidos, e os especialistas acham que se tornará a doença do século XXI, na frente da Aids, do câncer e das doenças cardiovasculares. No entanto, alguns doentes e familiares ainda não sabem como enfrentar o problema.

A doença aparece com mais freqüência entre os maiores de 60 anos. Em 95% dos casos, a assistência médica e os cuidados necessários são dados pelos familiares do paciente. Para Maria José del Domingo, psicóloga e membro do Comitê Científico da Ceafa (Confederação Espanhola de Familiares e Doentes de Alzheimer e outras Demências), essa doença é conhecida por todos como "a da memória" e também "da comunicação".

O tratamento farmacológico junto com o trabalho psicológico com o paciente e familiares pode retardar sintomas da doenças e ajudar na compreensão e entendimento dessa doença.

Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI436760-EI1712,00.html

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Existem mais de mil tipos de medo catalogados

O tema ‘fobia’ já virou uma obsessão para o pesquisador e tradutor Igor Rafailov. Desde que se deparou com a palavra ‘partenofobia’ (medo de mulheres virgens), em 2001, não sossegou mais.

Desde então, ele pesquisa os mais diferentes tipos de fobia em livros, dicionários e sites de Internet. Dos mais freqüentes, como medo de barata, aos mais inusitados, como fobia de ingerir alimentos sólidos. A pesquisa, inclusive, já resultou até em um dicionário de fobias, com 1.029 verbetes.

Medo superado - Ao contrário de Elza, que ainda não superou o medo de avião, a arquiteta Flávia, 38, se diz curada da fobia de ingerir alimentos sólidos. Por quase 20 anos, ela não fez outra coisa senão se alimentar apenas de sopas, sucos e vitaminas. Tudo por conta de uma tentativa malsucedida da mãe de obrigá-la a tomar um comprimido camuflado num pedaço de pudim. O remédio ficou preso na garganta, e Flávia achou que fosse morrer engasgada.

"Na infância, quando meus pais não estavam em casa, passava as refeições no liquidificador. Raramente ia a festas porque eu passava mal só de ver um brigadeiro ou cajuzinho. Na minha cabeça, eles pareciam comprimidos gigantes. Eu tinha a nítida impressão de que morreria engasgada. Certa vez, cheguei a experimentar um doce, mas resolvi jogá-lo fora no primeiro vaso de planta que encontrei. Hoje, até tomo remédio, mas só com uns três copos d’água ou mais", afirma ela.

Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1194312-EI1712,00.html

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25.10.07

Conheça a síndrome do desgaste profissional

Não são poucas as pessoas que sentem um calafrio percorrer a espinha quando se aproxima o fim da noite de domingo. Imediatamente, elas lembram que terão mais um dia de trabalho pela frente e já começam a sofrer, por antecedência, os efeitos disso. Nessa expectativa, muitos sequer conseguem dormir direito. Especialistas alertam que taquicardia, sudorese e irritação podem ser os primeiros sintomas da Síndrome de Burnout ou Síndrome do Desgaste Profissional.
Na gíria inglesa, burnout identifica os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício. Ao pé da letra, a expressão significa "combustão completa" e descreve o estado de profundo desgaste profissional a que são acometidos trabalhadores muito dedicados, exigentes e com mania de perfeição. A lista de profissionais propensos a desenvolver o Burnout é extensa e inclui médicos, professores, controladores de tráfego aéreo e agentes penitenciários.

"Normalmente, o burnout ataca tanto jovens que acabaram de ingressar no mercado quanto profissionais mais experientes que atuam em uma mesma empresa há muitos anos. Os primeiros são dotados de grande idealismo, mas suas aspirações muitas vezes não coincidem com a realidade da empresa. Já os segundos sofrem por se sentirem saturados profissionalmente. Por mais que tentem, não conseguem mais dar tanto quanto gostariam", descreve a psicóloga Ana Maria Benevides-Pereira, autora do livro Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-Estar do Trabalhador.

Os sintomas do Burnout são os mais variados possíveis e vão desde manifestações emocionais, como baixa auto-estima, perda de motivação e sentimento de fracasso, até alterações comportamentais, como queda no rendimento, comportamento paranóico ou agressivo e aumento no consumo de álcool, café e remédios.

Uma pesquisa do International Stress Management Association (ISMA), feita em 2002 entre profissionais de nove países, mostra o Brasil no segundo lugar do ranking dos trabalhadores estressados - perde apenas para o Japão. Cerca de 70% da população economicamente ativa sofrem de estresse ocupacional. Desses, 30% são vítimas do Burnout. Não por acaso, o Código Internacional de Doenças (CID) classifica a síndrome como acidente de trabalho.

"Na maioria das vezes, o portador de Burnout tem três caminhos a seguir: ou desiste do emprego e muda de profissão; ou não supera o problema e cai doente; ou, finalmente, enfrenta a situação de forma realista e ressurge das cinzas. Muitos têm dificuldade em delegar funções e acumulam tarefas que fatalmente deixarão de cumprir. É preciso que essas pessoas saibam que o cemitério está cheio de profissionais insubstituíveis", avisa a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Desgaste físico e emocional
O termo Burnout foi criado pelo psiquiatra inglês Herbert Freundenberg em 1974, quando começou a observar o intenso desgaste físico e emocional dos profissionais que trabalhavam na recuperação de dependentes químicos. A inspiração partiu do título do romance A Burnt-Out Case (Um Caso Liquidado), de Graham Greene. Num trecho, o protagonista Querry diz: "Não me resta praticamente nenhum sentimento pelos seres humanos a não ser pena".

Nos anos 80, a psicóloga americana Christina Maslach realizou um estudo com profissionais da área médica, com o intuito de identificar o modo como lidam com o aspecto emocional do trabalho. Nele, identificou a "despersonalização" como um dos mais evidentes sintomas do Burnout. Em outras palavras: o profissional passa a ignorar chefes, colegas e clientes e a desenvolver características negativas, como cinismo e indiferença.

Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1451461-EI1712,00.html

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23.10.07

Inteligência Emocional

Inteligência emocional, ou Quociente de inteligência Emocional descreve uma habilidade, uma capacidade, ou uma habilidade de perceber, para avaliar, e controlar as emoções de si mesmo, de outro, e de grupos.

A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesse comum.

As cinco áreas descritas por Daniel Goleman:
- Auto-Conhecimento Emocional é o reconhecimento de um sentimento enquanto ele ocorre.
- Controle Emocional é a habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.
- Auto-Motivação é o dirigir as emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
- Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
- Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.

A importância das emoções

Na sobrevivência: Milhões de anos se passaram para a formação e desenvolvimento de nossas emoções, resultando num sistema interno de orientação sensível e sofisticado que nos alerta quando necessidades emocionais humanas não são encontradas como quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas. Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.

Nas tomadas de decisão: Emoções são fontes que nos auxiliam na tomada de decisões, estudos comprovam que as conexões emocionais de um indivíduo quando danificadas no cérebro dificultam a tomada de decisões, mesmo as mais simples pois não terá sentimento sobre as escolhas.

No ajuste de limites: Quando um indivíduo e seu comportamento nos incomodam, são nossas emoções que estão a nos alertar. Se tivermos aprendido a confiar em nossas sensações e emoções, o ajuste de limites necessários para proteção de nossa saúde física e psíquica será facilitado.

Na comunicação: a emoção nos traz diferentes tipos de linguagem não verbal como as expressões faciais, o olhar (com o qual podemos por exemplo expressar um pedido de socorro), gestos, comportamentos e atitudes que nos ajudam na comunicação com o outro principalmente quando associados a habilidade verbal melhorando ainda mais a expressão das emoções. No entanto, é importante também que sejamos capazer de escutar e compreender as dificuldades do outro.

Na união: As emoções por serem universais são capazes de formar a maior fonte potencial de união da espécie humana.

Obs: Artigo completo no site abaixo.

Fonte: http://br.geocities.com/psicoclinicas/InteligenciaEmocional01.html

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22.10.07

A TERAPIA SEXUAL NO TERCEIRO MILÊNIO

Novas perspectivas, velhos conflitos: atacando nos dois lados.

Hoje em dia se vê a medicina como a Era das Pílulas! Milhares de novas medicações entram no mercado. No entanto, será que aquela velha história de existir um Elixir do Amor é verdadeira? Os grandes laboratórios dizem que sim e têm despejado uma série de produtos a cada ano. O que é real nisto tudo?

Os problemas sexuais podem surgir de uma série de causas diferentes. Podem ser desencadeados por problemas físicos (orgânicos) e/ou emocionais (psíquicos). Na verdade, não seria errado dizer que as causas se somam. E saber a natureza do problema é por demais importante, pois só assim podemos decidir que tipo ou linha de tratamento devemos indicar.

Mas atenção! Todo cuidado é pouco. O uso desses medicamentos sem acompanhamento médico pode prejudicar a saúde de quem está justamente procurando ajuda. Procure um psiquiatra especializado em sexualidade humana e divida essa responsabilidade com quem mais entende a respeito de seu problema. Não se exponha a procedimentos invasivos sem ouvir uma segunda opinião! A cirurgia nos problemas sexuais é uma das últimas alternativas de tratamento, não sendo eficaz para a maioria das disfunções sexuais.

Tratamento Psicoterápico

Nem todo o transtorno sexual responde bem à medicação. Não é raro se tentar o uso de um remédio e ele não funcionar no primeiro momento, trazendo uma série de efeitos indesejáveis e até uma piora no estado do paciente. Não é fácil para ninguém dividir a intimidade de sua vida sexual, ainda mais quando se tem vergonha e constrangimento devido a pouca abertura na educação e na tradição, tanto familiar, quanto social.

A psicoterapia é um método de tratamento muito efetivo, trazendo ótimos resultados. Pode ser feita com o casal ou individual. Uma vez iniciada, ocorre um preparo da pessoa para que ela entenda o que está acontecendo na sua vida sexual, dando-se conta das reações de seu corpo frente a situações negativas sexualmente falando.

Existem várias formas de psicoterapia, mas as mais indicadas para os transtornos sexuais são a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, a Focal, a de Orientação Analítica e o Psicodrama. Busca-se o clareamento de conflitos internos e de preocupações íntimas e profundas que inibem a vida sexual. A técnica Cognitivo-Comportamental emprega tarefas e exercícios sexuais. A técnica Focal e de Orientação Analítica, oferece interpretações e confrontos ao paciente para que ele se dê conta de suas repressões, com o intuito de mudanças. O Psicodrama usa exercícios de teatro e vivências para elaboração dos problemas individuais e interpessoais.

Na medida em que a psicoterapia se desenvolve, surge maior confiança entre o terapeuta sexual e o paciente. Desta forma, quando a medicação é prescrita, é muito melhor tolerada. A confiança no psiquiatra é fundamental.

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?405

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